O herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, é uma infecção viral que afeta os nervos e a pele. É causado pelo vírus da varicela-zóster, o mesmo vírus que causa a catapora. Quando uma pessoa se recupera da catapora, o vírus permanece inativo nos gânglios nervosos. Se o vírus se reativa mais tarde na vida, pode causar a doença.
Sumário do Conteúdo
O herpes-zóster é uma doença que apresenta erupções cutâneas com líquido no seu interior que se rompem e formam crostas, dolorosas e, esteticamente, desagradável.
A infecção progride, a dor pode se tornar mais intensa e persistente, mesmo após o desaparecimento da erupção cutânea. Nos casos mais graves, pode ocorrer complicações: neuralgia pós-herpética, que pode causar dor crônica e debilitante e infecções oportunistas nas lesões.
Embora não haja cura, existem tratamentos disponíveis para ajudar a aliviar os sintomas e prevenir complicações.
É importante procurar tratamento o mais cedo possível para reduzir o risco de complicações. Bem como, existem medidas preventivas que as pessoas podem tomar para reduzir o risco de contrair a doença, como a vacinação.
Epidemiologia
O herpes-zóster é uma doença provocada por vírus, a qual atinge pessoas com mais de 50 anos de idade, principalmente, mas também pode ocorrer em pessoas mais jovens.
A prevalência da doença é considerada alta, pois atinge por volta de 10 pessoas num grupo de 1.000 indivíduos por ano.
É ainda maior no grupo de pessoas com idade acima de 80 anos, que pode apresentar de 10 a 20 casos a cada 1.000 octogenários por ano (veja em https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/herpes).
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Fatores de Risco
Os fatores de risco que aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver herpes-zóster são:
- Idade: é mais comum em pessoas com mais de 50 anos de idade e, a incidência é maior no grupo acima de 80 anos.
- Sistema imunológico enfraquecido: pessoas com a imunidade baixa por ação de doenças como HIV/AIDS ou tratamento com quimioterapia têm maior chance de desenvolver a doença.
- Estresse: pode enfraquecer o sistema imunológico e, consequentemente, aumentar a probabilidade de desenvolvê-lo.
- Lesões cutâneas: pessoas que tiveram lesões cutâneas, como queimaduras ou cortes, têm maior probabilidade de desenvolver nas áreas afetadas.
- Histórico familiar: pessoas com histórico familiar de herpes-zóster têm maior probabilidade de desenvolver a doença.
Agente causador do Herpes-zóster

O vírus varicela-zóster provoca o herpes-zóster, esse vírus é o mesmo agente da catapora.
Caso um indivíduo tenha contraído a catapora na infância ou mesmo quando adulto, tendo regredido a doença, o vírus permanece inativo nos gânglios dos nervo, assim, pode ser reativado décadas depois.
A reativação do vírus é mais comum em idosos e pessoas com sistema imune enfraquecido.
Sinais e Sintomas


O herpes-zóster apresenta erupções cutâneas dolorosas na pele, formando pequenas bolhas e crostas, as quais seguem o trajeto do nervo atingido, ou seja, normalmente em um lado do corpo ou rosto.
Os sintomas geralmente começam com formigamento, coceira, queimação ou dor na região afetada. Em seguida, surgem bolhas vermelhas que se agrupam em um lado do corpo, seguindo o trajeto de um nervo. Essas bolhas costumam se romper e formar crostas, que caem após algumas semanas.
Além das bolhas, outros sintomas podem estar presentes, como febre baixa, mal-estar, dor de cabeça e dor muscular. Em alguns casos, pode afetar até os olhos, causando dor intensa, vermelhidão e sensibilidade à luz.
Complicações
O herpes-zóster pode levar a complicações graves, especialmente em pessoas com sistema imunológico comprometido. Entre as complicações mais comuns estão a neuralgia pós-herpética, que é uma dor crônica que persiste mesmo após a cura das lesões, e a infecção bacteriana das bolhas, que pode levar a cicatrizes ou até mesmo à morte.
Por isso, é importante procurar um médico ao primeiro sinal, especialmente se a pessoa tiver mais de 60 anos, estiver grávida ou tiver uma doença que comprometa o sistema imunológico.
O tratamento mais cedo pode ajudar a reduzir a dor, acelerar a cicatrização e prevenir complicações.
Diagnóstico

O diagnóstico geralmente é baseado nos sintomas clínicos apresentados pelo paciente.
A dor é um dos primeiros sintomas e é descrita como em punhalada ou queimação, seguida de pequnas bolhas que seguem o trajeto do nervo afetado, por isso, normalmente fica apenas de um dos lados do corpo.
Exames Laboratoriais
Os exames laboratoriais não são utilizados para confirmação ou descarte dos casos de herpes-zóster, exceto quando é necessário fazer o diagnóstico diferencial em casos graves.
Os testes sorológicos mais utilizados são o Ensaio Imunoenzimático (ELISA) e a Aglutinação pelo Látex.
Tratamento e Prevenção
Abordagens Terapêuticas
O tratamento do herpes-zóster tem como objetivo controlar a extensão, o tempo e a gravidade da doença.
A terapia antiviral específica, iniciada em até 72 horas após o surgimento das áreas avermelhadas, reduz a ocorrência da neuralgia pós-herpética, que é a complicação mais frequente.
A analgesia também dever ser realizada, pois essa doença por atingir nervos e gânglios nervosos provocam dores intensas.
Vacinação e Profilaxia

A vacinação é uma forma eficaz de prevenir o herpes-zóster e suas complicações. Veja também Vacinação e Imunização: 4 Mitos.
A vacina é recomendada para pessoas com 50 anos, disponíveis no sistema particular de vacinação ou para caso especiais nos Centro de Referência de Imunização do SUS.
A vacina é contraindicada para pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida, em uso de corticosteroides em doses elevadas ou com história de reação anafilática a algum componente da vacina.
Perguntas Frequentes

Quais são as causas emocionais associadas ao surgimento do herpes-zóster?
Não há uma relação direta entre as causas emocionais e o surgimento da doença. No entanto, o estresse pode enfraquecer o sistema imunológico, o que pode aumentar a probabilidade de desenvolvê-la.
O herpes-zóster é transmissível entre pessoas?
É contagioso, mas apenas para pessoas que nunca tiveram varicela ou que não foram vacinadas contra a doença. A transmissão ocorre por meio do contato direto com as bolhas, que contêm o vírus varicela-zóster.
Existem cuidados especiais ao lavar roupas de pessoas infectadas com herpes-zóster?
Sim, é importante lavar as roupas de pessoas infectadas separadamente das outras roupas. Além disso, as roupas devem ser lavadas com água quente e sabão para matar o vírus.
Quais fatores podem agravar os sintomas da herpes-zóster?
A idade avançada, o sistema imunológico enfraquecido e o estresse podem agravar os sintomas da moléstia. Tem certas condições médicas, como o HIV/AIDS e o câncer, podem tornar a doença mais grave.
A ansiedade pode desencadear um surto de herpes-zóster?
Não há evidências científicas que comprovem uma relação direta entre a ansiedade e a ocorrência da doença. No entanto, o estresse emocional pode enfraquecer o sistema imunológico, o que pode aumentar a probabilidade de desenvolver a doença.
É possível que o herpes-zóster se manifeste novamente no mesmo local após tratamento?
Sim, é possível que se manifeste novamente no mesmo local após o tratamento. Porém, isso é raro e geralmente ocorre em pessoas com sistema imunológico enfraquecido.
Existe vacina contra herpes-zóster?
Sim, existe vacina disponível que pode ajudar a prevenir a doença. A vacina é recomendada para pessoas com mais de 50 anos de idade e pode ser administrada mesmo se a pessoa já teve herpes-zóster no passado.
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