Depressão Pós-parto: Sintomas, Causas e Tratamento

0
59
Depressão Pós-parto: Sintomas, Causas e Tratamento
5 (100%) 5 votes

A depressão pós-parto tornou-se uma doença absolutamente comum na rotina das mulheres, principalmente das mães de primeira viagem. Esse tipo de depressão ocorre porque a mulher passa por grandes alterações físicas e hormonais, aumentando o risco de sofrer com distúrbios psiquiátricos.

Além disso, é importante ressaltar que esse é um período de mudança vital e de adaptação a novas circunstâncias estressantes e que podem ser o gatilho para a depressão pós-parto em uma mulher que já está predisposta.

depressão pós-parto

O que é depressão pós-parto?

A depressão pós-parto é uma condição séria, que pode ter implicações importantes para a mãe e o para bebê, e que deve ser diagnosticada rapidamente pela prática clínica.

Todavia, para ser considerada uma depressão pós-parto, ela que tem que ser diagnosticada durante os primeiros seis meses da vida do bebê, embora seu aparecimento seja mais frequente durante as primeiras seis semanas.

Causas da depressão pós-parto

As causas da depressão pós-parto são múltiplas, apesar de não ser uma base biológica que predispõe a mudança abrupta hormonal que ocorre após o parto (diminuição do estrogênio e progesterona) e outros fatores.

Por isso, considera-se algumas fatores psicossociais que tornam a mulher mais propensa a desenvolver a doença. Alguns desses fatores são:

  • Mudanças corporais decorrentes da gravidez e do parto
  • Mudanças nas relações sociais e de trabalho
  • Novo encaixe do casal
  • Falta de sono, cansaço
  • Menos tempo e disponibilidade para suas próprias atividades
  • E como a nova mãe praticamente consagra o bebê nas primeiras semanas

Além disso, é importante destacar que essas alterações hormonais e psicossociais não afetam igualmente todas as mães, podendo haver variações de uma para outra.

Ou seja, existem fatores predisponentes. Veja só alguns:

  • Menos de 20 anos de idade ou gravidez indesejada
  • Histórico de transtornos psiquiátricos anteriores
  • Uso de álcool, cigarro ou drogas
  • Mau relacionamento em casal ou família
  • Problemas econômicos ou eventos estressantes durante a gravidez (perdas e desilusões).

Sintomas de depressão pós-parto

Os sintomas da depressão pós-parto são os seguintes:

  • Tristeza, fácil chorar
  • Perda de capacidade de sentir prazer
  • Fadiga excessiva
  • Desesperança ou culpa
  • Insônia ou necessidade de dormir constantemente
  • Agitação ou desaceleração psicomotora
  • Diminuição da capacidade de concentração ou tomada de decisões
  • Distúrbios do apetite (perda e aumento) e consequentemente ganho ou perda de peso
  • Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e inapropriada
  • Pensamentos de morte ou suicídio ou agressão com o recém-nascido

Não confunda uma depressão pós-parto com um episódio de tristeza passageiro que as mães geralmente experimentam nos primeiros dias após o nascimento. Os sintomas são semelhantes, menos graves e se resolvem espontaneamente nas duas primeiras semanas.

É muito importante interpretar os sintomas da depressão pós-parto, afinal ela pode ser muito grave e se não tratada pode chegar a perdurar por meses e anos, além de ter um forte impacto negativo sobre mãe e filho.

Tratamento e prevenção da depressão pós-parto

O tratamento da depressão pós-parto é importante e abrange a psicoterapia e, às vezes, requer tratamento farmacológico com antidepressivos, que serão cuidadosamente escolhidos para interferir minimamente na amamentação. Há casos graves, os menos frequentes, com risco de autoagressão ou agressão ao bebê, nos quais a admissão hospitalar pode ser necessária.

Por isso, considerando todos os aspectos, as dicas preventivas são:

  • Peça ajuda, se necessário, à família ou amigos.
  • Não tente fazer muito ou ser a mãe perfeita.
  • Descanse o máximo que puder, durma durante o dia enquanto o bebê dorme.
  • Fale sobre seus sentimentos; Se você se sentir triste, mostre.
  • Encontre momentos íntimos com seu parceiro
  • Encontre tempo para sair ou visitar amigos ou uma atividade individual que não inclua o bebê.

Gostou do artigo? Se ainda tiver dúvidas, deixe seu comentário logo abaixo para que possamos esclarecer.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui